Entenda por que algumas pessoas têm dificuldade de emagrecer mesmo com dieta e exercício: resistência à insulina, tireoide, sono, estresse e quando investigar.
Pré-diabetes: sintomas, diagnóstico e riscos
O que é pré-diabetes?
O pré-diabetes é uma condição que aumenta o risco de desenvolvimento de diabetes mellitus tipo 2 no futuro. O diagnóstico é feito quando o paciente apresenta pelo menos uma das seguintes alterações nos exames laboratoriais:
- glicemia de jejum entre 100 e 125 mg/dL;
- hemoglobina glicada entre 5,7% e 6,4%;
- glicemia de 2 horas na curva glicêmica entre 140 e 199 mg/dL.

Ao identificar o pré-diabetes, o principal objetivo do tratamento é evitar a progressão para o diabetes tipo 2. Embora algumas medicações possam fazer parte da conduta em casos selecionados, a medida que traz os melhores resultados é a mudança do estilo de vida, especialmente com perda de peso de cerca de 5% a 10%.
Além disso, a prática regular de atividade física também tem papel fundamental nesse processo. De forma geral, recomenda-se pelo menos 150 minutos por semana de atividade física de intensidade moderada, pois esse hábito melhora a sensibilidade à insulina e ajuda no controle da glicemia.
Outro ponto importante é que o pré-diabetes e as alterações iniciais da glicose geralmente não causam sintomas. Por isso, muitas pessoas convivem com essa condição sem saber. Nesse contexto, realizar exames de rotina é essencial para identificar alterações precocemente e iniciar o acompanhamento adequado.
Quem deve investigar pré-diabetes ou diabetes?
O rastreamento é especialmente importante em pessoas que apresentam fatores de risco, como:
- idade acima de 45 anos;
- histórico familiar de diabetes;
- antecedente de doença cardiovascular, como angina, AVC ou doença arterial periférica;
- hipertensão arterial;
- alterações de colesterol ou triglicerídeos;
- sedentarismo;
- sobrepeso ou obesidade;
- síndrome dos ovários policísticos;
- antecedente de diabetes gestacional.
Identificar o pré-diabetes cedo permite agir antes que o quadro evolua. Em muitos casos, com acompanhamento adequado e mudanças consistentes na rotina, é possível reduzir de forma importante o risco de desenvolver diabetes no futuro.
O tratamento ideal deve ser individualizado e definido após uma avaliação médica criteriosa.
Consulte um endocrinologista