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Medicações para Diabetes Mellitus tipo 2

Apesar de as mudanças no estilo de vida trazerem excelentes resultados, a maioria dos pacientes necessitará de medicações para o diabetes mellitus tipo 2.

Tratar um paciente com diabetes mellitus tipo 2 envolve educar, rastrear complicações vasculares, atingir alvos adequados de glicemia e reduzir o risco de complicações. Todas essas abordagens devem ser individualizadas conforme a idade, as comorbidades e expectativas do paciente.

Este texto tem por objetivo orientar a respeito das mudanças mais recentes no tratamento medicamentoso do diabetes por meio de perguntas e respostas.

Como atuam as medicações para o diabetes?

As medicações para o diabetes atuam em diversas vias, dentre elas:

  • melhora da sensibilidade à insulina produzida pelo próprio corpo
  • aumento da produção de insulina natural pelo pâncreas
  • aumento da eliminação de glicose pela urina
  • retardo na absorção de glicose pelo trato gastrointestinal.

Comumente, o paciente pode se beneficiar da associação de medicações que atuam em diferentes mecanismos, pois isso proporcionará melhor controle glicêmico e, consequentemente, menor risco de complicações.

É verdade que a medicação para diabetes pode fazer mal ao rim?

Não. Esse é um receio que muitos pacientes possuem. Na verdade, o principal fator agravante para os rins de um paciente com diabetes é o mal controle da doença. Sendo assim, medicações em doses adequadas e sob orientação médica protegerão o paciente de uma complicação renal.

Inclusive, há medicações (empagliflozina, canagliflozina, dapagliflozina) que mostram benefícios adicionais ao rim, no sentido de proteger contra agressões do diabetes.

Meu médico prescreveu metformina. É um tratamento ultrapassado?

A metformina é uma medicação descoberta há cerca de 100 anos. Apesar disso, continua sendo uma das medicações mais prescritas para diabetes no mundo. Em pacientes sem contra-indicações, é considerada uma das primeiras opções no manejo inicial do paciente. Por isso, não deve ser considerado um tratamento ultrapassado.

Faço uso das mesmas medicações para diabetes há cerca de 20 anos. Devo trocar de medicações?

Essa resposta depende de uma avaliação clínica e laboratorial cuidadosa. Porém, é possível afirmar que nos últimos anos, foram descobertas excelentes medicações para o diabetes, com benefícios não só em relação ao controle da glicemia, mas também em outras condições relacionadas à doença.

O que há de mais recente no tratamento do diabetes?

Em relação às medicações mais novas, há duas classes de medicações que merecem destaque: os análogos de GLP-1 e os inibidores de SGLT-2.

  • Análogos de GLP-1 (liraglutida, semaglutida, dulaglutida, exenatida, entre outros): são medicações de administração subcutânea, auto administráveis (figura 1) cujo via principal de ação é a melhora da sensibilidade à insulina. O grande diferencial desta classe de medicações está no fato de também ser um tratamento para perda de peso, com segurança e excelentes resultados. Somado a isso, essas medicações também reduzem o risco de doença cardiovascular em pacientes com diabetes e tem mostrado resultados animadores em pacientes com esteatose hepática.
  • Inibidores de SGLT-2 (empagliflozina, canagliflozina, dapagliflozina): são medicações orais que aumentam a eliminação de glicose pela urina. Esta classe de medicações também está associada à perda de peso, porém em quantidades menores do que as anteriores. Nesta classe, é importante destacar os benefícios para pacientes com insuficiência cardíaca e insuficiência renal, pois os inibidores de SGLT-2 possuem benefícios adicionais para esses pacientes. Além disso, essa classe de medicações também está associada a redução da mortalidade por doença cardiovascular.
Medicações para Diabetes Mellitus tipo 2 | Dra. Raiane Crespo

Figura 1: caneta utilizada para auto administração de medicações subcutâneas como análogos de GLP-1

Qual o risco de o paciente com diabetes mellitus tipo 2 precisar de insulina?

O paciente pode necessitar de insulina quando o pâncreas não é mais capaz de produzir as quantidades necessárias de insulina. O principal fator de risco para que isso aconteça é o mal controle glicêmico por muitos anos. Além disso, muitos pacientes com insuficiência renal avançada também necessitam de usar insulina pois há contraindicação para uso de medicações orais.

O tratamento ideal deve ser individualizado e definido após uma avaliação médica criteriosa.
Consulte um endocrinologista

Fonte:
https://diabetes.org.br/

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