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Esteatose Hepática

A esteatose hepática, também chamada de infiltração gordurosa do fígado, é um achado comumente observado nos exames de rotina. Ela se refere ao acúmulo de gordura no fígado (figura 1). Neste texto, falaremos sobre a principal causa de esteatose hepática: a doença hepática gordurosa não alcoólica ou doença hepática gordurosa metabólica.

Esta doença é definida pelo acúmulo de gordura no fígado em pacientes que NÃO possuem determinadas condições que sabidamente causam a esteatose, como ingesta abusiva de álcool, hepatite C, doenças genéticas, uso de determinadas medicações, etc. Excluídas essas condições, o paciente com esteatose recebe o diagnóstico de doença hepática gordurosa metabólica.

Esteatose Hepática | Dra. Raiane Crespo

Figura 1: Localização do fígado no corpo humano.

Riscos da esteatose hepática

O principal risco da esteatose é o seu avanço para estágios mais danosos ao fígado, causando inflamação (esteato-hepatite) e até mesmo cirrose. Porém, é importante salientar que isso acontecerá apenas em uma minoria dos pacientes.

Alguns fatores estão associados a um maior risco de progressão para esses estágios mais avançados, são eles: idade acima de 50 anos, mulheres na pós menopausa, pacientes com mais de 2 fatores de síndrome metabólica (hipertensão, obesidade, diabetes ou pré diabetes, aumento de circunferência abdominal, aumento dos triglicerídeos e alterações do colesterol), consumo excessivo de álcool, ingesta frequente de bebidas açucaradas e histórico familiar de cirrose hepática. Por outro lado, como fatores de proteção, destaca-se a perda de peso.

Doenças associadas à esteatose hepática

Pacientes com esteatose hepática comumente possuem outras doenças associadas, como obesidade, pré diabetes ou diabetes, resistência insulínica, alterações do colesterol e dos triglicerídeos. Mais raramente, esses pacientes podem apresentar outras condições como apneia do sono e hipogonadismo. Por isso, é muito importante que o achado de esteatose nos exames de rotina não seja ignorado.

Diagnóstico

Na prática clínica, a situação mais comum é que o paciente receba o diagnóstico de esteatose por exames de imagem (ultrassom) realizados de rotina. Isso acontece pois o depósito de gordura no fígado é uma condição geralmente assintomática, que não leva a nenhuma manifestação clínica.

Além do ultrassom, outros exames de imagem, como ressonância magnética, também podem detectar a esteatose. Em alguns casos, pode ser indicado o exame de elastografia hepática, com o objetivo de avaliar se há algum grau de fibrose decorrente da esteatose.

Laboratorialmente, devem ser solicitados exames para investigar outras doenças que causam esteatose (sorologias para vírus causadores de hepatite, investigação de doenças genéticas), além de exames que podem auxiliar na avaliação de algum grau de inflamação do fígado (TGO, TGP, ferritina, etc).

Em raros casos, pode ser indicada biópsia hepática.

Tratamento da esteatose hepática

Pacientes com diagnóstico de esteatose hepática devem seguir orientações iniciais básicas, como parar ou reduzir bastante o consumo de álcool, vacinar contra vírus causadores de hepatite e tratar condições associadas (aumento do colesterol, hipertensão, diabetes, etc).

Certamente, para pacientes com sobrepeso (IMC > 25 kg/m2) ou obesidade (IMC > 30 kg/m2), a perda de peso é o principal fator associado a redução da esteatose e proteção contra o avanço da doença para estágios mais graves (esteato-hepatite e cirrose). Nesse sentido, perdas de peso entre 5 e 10% do peso já possuem benefícios comprovados.

A orientação inicial de mudanças alimentares e atividade física já pode trazer excelentes resultados em relação a perda de peso. Além disso, alguns pacientes podem se beneficiar do uso de determinadas medicações que auxiliam tanto no processo de emagrecimento como na resistência insulínica, condição frequentemente associada a esteatose hepática.

A depender de outros fatores avaliados em consulta médica, medicações como vitamina E e pioglitazona também podem ser utilizadas.

O tratamento ideal deve ser individualizado e definido após uma avaliação médica criteriosa.
Consulte um endocrinologista

Fonte:
uptodate.com

FAQ

1. Como tratar a esteatose hepática?

A principal forma de tratar é promover mudanças alimentares que levem à perda de peso, aliadas à atividade física. Alguns pacientes podem se beneficiar de medicações que auxiliam na perda de peso e reduzem as chances de inflamação no fígado.

2. Quais os sintomas de gordura no fígado?

Na grande maioria das vezes, a esteatose não causa sintomas. Alguns pacientes podem referir mal-estar e indisposição. No exame físico, pode haver aumento do tamanho do fígado à palpação (hepatomegalia)

3. Quanto tempo leva para reduzir a gordura do fígado?

Sabemos que o principal fator que leva a redução da gordura no fígado é a perda de peso mantida por um período mínimo de 6 meses.

4. Há algum medicamento natural ou chá que elimine a gordura do fígado?

Até o momento, não é recomendado o uso de medicações naturais (exemplo: silimarina) ou chás para reduzir a gordura do fígado.

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