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Nódulo adrenal

Com o avanço tecnológico dos exames de imagem, principalmente tomografia computadorizada e ressonância magnética, é cada vez mais comum o diagnóstico de lesões assintomáticas em diversos órgãos. Não raramente, pacientes que se submetem a exames de imagem abdominais por diversos motivos, acabam se deparando com o diagnóstico de nódulo adrenal (figura 1).

As adrenais (figura 2) são glândulas localizadas acima dos rins, responsáveis pela produção de diversas substâncias, como cortisol, andrógenos, aldosterona e catecolaminas. Estudos sugerem que nódulos adrenais estão presentes em 1% dos indivíduos menores que 30 anos e em 7% das pessoas acima de 70 anos.

Nódulo adrenal | Dra. Raiane Crespo

Figura 1: Imagem de nódulo em adrenal esquerda (apontado pela seta) identificado por tomografia computadorizada de abdome. (The British Journal of Radiology. Vol. 89, No. 1062)

Glândulas adrenais | Dra. Raiane Crespo

Figura 2: Glândulas adrenais localizadas acima dos rins, à direita e à esquerda

Qual a importância do diagnóstico de um nódulo adrenal?

No momento em que se diagnostica um nódulo adrenal, há duas questões que devem ser esclarecidas: se a lesão produz algum hormônio e se há suspeita de malignidade.

Embora a maioria das lesões não produzam nenhum hormônio, pacientes com nódulo adrenal devem ser avaliados laboratorialmente, mesmo que assintomáticos. Sendo assim, todos os pacientes devem ser avaliados quando a produção de cortisol e catecolaminas. Por outro lado, a dosagem de aldosterona deve ser realizada em paciente com hipertensão ou redução dos níveis de potássio do sangue.

Como saber se o nódulo adrenal é benigno ou maligno

Primeiramente, cabe salientar que a grande maioria dos nódulos adrenais são benignos, ou seja, são adenomas. A suspeita de lesões malignas é feita a partir de algumas características nos exames de imagem, como por exemplo:

  • lesões maiores que 4cm
  • nódulos irregulares e margens mal definidas
  • lesões de crescimento rápido (acima de 2cm por ano)
  • lesões com alto índica de atenuação (acima de 10 UH) na tomografia

As características acima aumentam a suspeita de malignidade da lesão, porém não são confirmatórias.

É possível fazer biópsia dos nódulos adrenais?

A biópsia por punção de nódulos adrenais é um procedimento pouco realizado, pois possui a limitação de não distinguir lesões benignas e malignas. As principais indicações desse procedimento são em casos de suspeita de metástases para glândula adrenal ou infecção.

Como é feito o acompanhamento?

Nos casos de nódulo adrenal com características benignas, é realizado o seguimento por exames de imagem em 6 meses a 1 ano para verificação da velocidade de crescimento do nódulo. Já nos casos de lesões com suspeita de malignidade, é indicado retirada cirúrgica da lesão. Porém, é muito importante que antes da cirurgia seja feita avaliação hormonal para certificar de que o nódulo não é funcionante, ou seja, não produz nenhum hormônio.

O tratamento ideal deve ser individualizado e definido após uma avaliação médica criteriosa.
Consulte um endocrinologista

Fonte:
Uptodate.com

FAQ

1. Quais os sintomas de um nódulo adrenal?

Na grande maioria das vezes, o nódulo adrenal é assintomático, descoberto em exames de imagem solicitados para investigação de outras condições. Porém, quando ele produz algum hormônio, pode causar sinais e sintomas como hipertensão, ganho de peso, aumento de pêlos, etc.

2. Como tratar nódulo adrenal?

Na grande maioria das vezes, não é necessário nenhum tratamento específico para o nódulo. Porém, quando há suspeita de malignidade, é indicado retirada cirúrgica da lesão.

3. Onde fica a adrenal?

O ser humano possui duas glândulas adrenais, cada uma localizada acima dos rins.

4. Quando um nódulo é preocupante?

O nódulo adrenal é preocupante quando produz algum hormônio ou quando possui características suspeitas de malignidade, principalmente quando maiores do que 4cm.

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